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Lula e a dívida pública (PARTE 8)

outubro 17, 2009

Divergências sobre a Dívida Externa

charge_divida_publica

Finalmente, depois de algumas mudanças de programação, estamos voltando à questão da dívida externa. Assim como no caso da dívida interna, penei um bocado para conseguir os dados oficiais para criar um gráfico atualizado para esta dívida que, a cada dia, fica ainda mais confusa.

Em comum com a dívida interna, a externa tem o fato de existirem diferentes versões oficiais, conforme pode ser visualizado no gráfico abaixo:

grafico_evolucao_Divida_externa_agosto_2009-2

Os links das fontes estão disponíveis no final do artigo.

Como pode ser observado no gráfico, existem versões para todos os gostos, desde para quem afirma que a dívida continua aumentando até para quem afirma que ela se tornou negativa!

Para quem ficou surpreso com a diferença de R$ 500 bilhões entre a maior e menor versão da dívida interna, apresentada no post anterior, aqui a divergência entre a menor e a maior versão chega a mais de R$ 1 trilhão, quando os valores são convertidos em reais!

A dívida que ficou negativa!

Sem dúvida, o que mais chama a atenção neste gráfico é a variação da dívida segundo o IPEA. Segundo o instituto, a dívida externa teria sido reduzida de US$ 237.539 bilhões, no inicio do Governo Lula, para US$ 273,8 bilhões NEGATIVOS em agosto de 2009!

Se somarmos a divida inicial de US$ 237.539 (positivos) com os US$ 273,8 bilhões negativos atuais, o Governo Lula teria então conseguido a façanha de em apenas sete anos baixar a dívida externa em US$ 511,3 bilhões!

Mais curioso ainda é ver a imediata “tendência” de queda da dívida já no primeiro mês de governo do PT.  De acordo com a série histórica do IPEA, quatro meses depois de assumir, o Governo Lula já teria diminuído a dívida externa em US$ 43,4 bilhões!

Por aí já dá para se concluir que há algo de irreal nestes números, afinal, se com o “pagamento antecipado” da dívida do FMI de US$ 15,5 bilhões o Governo Lula fez todo aquele estardalhaço na mídia (ver primeiro artigo desta série), imagina então o que faria se tivesse realmente pago um valor três vezes maior em apenas quatro meses de governo!

A única coisa que parece justificar uma queda tão rápida desta versão da dívida é a oscilação do valor do dólar. Para quem não lembra, a moeda norte-americana chegou a casa dos R$ 4 no auge da “Crise Lula” às vésperas das eleições em 2002. Só depois que o mercado percebeu que o novo Governo não mexeria na política econômica deixada por FHC é que o dólar voltou aos patamares anteriores, conforme pode ser verificado no gráfico abaixo:

evolucao_do_dolar

Comparando o gráfico da evolução do dólar com as diferente versões da dívida externa, fica clara a relação. Observe que os picos da dívida externa ocorreram quando o dólar estava mais alto. Logo, qualquer comparação da dívida atual com a dívida deixada por FHC, para ser justa, deve-se, no mínimo, ser feita uma ressalva sobre o recorde da cotação do dólar no final do governo FHC decorrente do medo do mercado do então candidato Lula.

Tentando entender a “mágica”

Tão incrível como o fantástico ritmo de redução da dívida segundo o IPEA é o fato do instituto não incluir nenhuma nota explicativa sobre como chegou a tais números. Apesar da falta de informação, não precisa ser nenhum gênio para se concluir que a única forma de justificar tais números é com os dólares de terceiros.

Segundo o jornalista e economista Carlos Alberto Sardenberg, da Rádio CBN, o cálculo seria o seguinte: toma-se a Dívida Externa Total – DET e se subtrai dela o “ativo” do país no exterior, que são basicamente as reservas internacionais do BC. Chegaríamos então à Dívida Externa Total Líquida (DETL).

Colocando a fórmula em prática, subtraímos do valor da DET, que em agosto era de US$ 277,2 bilhões, o total das reservas, que no mesmo mês totalizavam US$ 215 bilhões. O resultado final (DETL) seria então de US$ 62,2 bilhões. Acontece que tal valor não chega nem próximo dos US$ 273 bilhões negativos.

Talvez a explicação esteja então nos dólares de empresas brasileira investidos no exterior. Não encontrei os dados atualizados sobre este fluxo de capitais no site do BC, mas até o início de 2008 o total de investimentos de brasileiros no exterior somava US$ 365 bilhões (ver matéria no Estadão). Ainda assim a conta não fecharia, pois hoje certamente este valor já ultrapassou a casa dos US$ 400 bilhões.

De onde viria então o fantástico valor de US$ 273,8 bilhões negativos da dívida externa? Eis aí mais uma pergunta que estamos encaminhando ao BC.

Qualquer que seja a explicação, no entanto, de uma coisa temos certeza: a suposta redução tem muito mais a ver com a movimentação do mercado privado e da desvalorização do dólar a nível mundial do que com ações do Governo. Nem mesmo a “quitação antecipada” da dívida com o FMI pode ser considerada mérito de Lula, pois hoje sabemos que tal operação não passou de uma troca de títulos da dívida externa por títulos da dívida interna, cujo objetivo principal foi criar um factóide político às vésperas das eleições de 2006 (com a desvantagem dos juros da última serem três vezes maiores que a do FMI). Para quem é novo no nosso blog, este assunto foi abordado no primeiro post desta série.

Dois pesos, duas medidas

Outro ponto que chama bastante atenção nos dados sobre a dívida externa divulgados pelo Governo Lula é a não contabilização dos chamados “empréstimos intercompanhias”.  Vale salientar que até o Governo FHC a dívida era divulgada em sua totalidade. Ou seja, a Dívida Externa Total (DET) que no gráfico da evolução da dívida acima, corresponde à versão 3 do BC (gráfico azul claro).

Atualmente, o Governo divulga para a imprensa a versão 2 do BC (gráfico roxo), o qual totalizaria em agosto de 2009 US$ 204 bilhões, deixando de fora US$ 73 bilhões referentes aos empréstimos intercompanhias, conforme pode ser constatado na reportagem publicada pelo Valor Online e outros veículos de comunicação.

Tal valor, no entanto, é considerado no relatório do Tesouro Nacional, só que de uma forma um tanto questionável. Vejamos:

Desde que o Governo unificou os relatórios das dívidas interna e externa, a partir de 2007 (ver post anterior sobre este assunto), o governo criou a chamada Dívida Pública Federal, que é a soma da dívida interna com a dívida externa. Acontece que neste relatório, a dívida externa aparece em agosto de 2009 num total de R$ 109 bilhões.

Como se chegou a tal número? Simples: O Governo abateu o total das reservas (US$ 215 bilhões – do qual a maior parte é do setor privado) no total da dívida externa de US$ 277 bilhões, o que resultou em US$ 62,2 bilhões. Convertendo este valor em Real (na época a cotação era de 1,75) finalmente chegamos aos R$ 109 bilhões.

Está aí a explicação para os outros dois gráficos que decrescem: o do Tesouro (em azul) e da primeira versão do BC (verde), pois desde 2003 o dólar tem sempre caído, enquanto que as reservas tem sempre aumentado com a chegada de investidores estrangeiros. Ou seja, também os méritos do Governo são muito reduzidos, pois a depreciação do dólar é um fenômeno mundial e a entrada de capitais estrangeiros no país é fruto da melhora nos indicadores econômicos do país, resultante de uma combinação de fatores positivos, entre os quais podemos citar:

1)    a estabilização da economia (cuja política econômica foi toda implementada no Governo anterior);

2)    a  ausência de crises, que propiciou um crescimento do PIB constante e sem sobressaltos (diferente do governo anterior, que além de sucessivas crises internacionais teve que enfrentar uma seca no sul e sudeste que quase levou o país ao “Apagão” no início da década);

3)    os crescentes saldos da balança comercial decorrentes da valorização internacional em mais de 100% dos preços das commodities (principais produtos de exportação brasileiros);

4)    o deslocamento do fluxo de investimento das grandes multinacionais dos países desenvolvidos para os emergentes;

5)    o crescimento e a internacionalização das maiores empresas nacionais, como a Vale e Embraer, por exemplo, que ajudaram a reforçar os cofres do Governo em impostos;

6)    os incentivos do Governo às exportações e ao setor de infra-estrutural.

Ou seja, o Governo Lula só teve méritos efetivos no último item (e olhe lá, pois não fez mais que sua obrigação). Mesmo assim, como decorrência já do processo de desenvolvimento criado com a combinação dos fatores anteriores, pois para desonerar as exportações e investir no setor naval, o Governo contou com os sucessivos recordes de arrecadação resultantes do processo da retomada do crescimento, cujos fundamentos teve uma mínima participação.

Enfim, o problema da dívida externa hoje parece um problema menor, quando comparado a imensa dívida interna. Isto ocorre porque nos últimos anos o Governo concentrou a emissão de novos títulos na dívida interna. Mesmo com o pagamento dos juros e da imensa desvalorização do dólar, a dívida externa continuou aumentando.

De olho nas próximas eleições e com dificuldade em bancar os altos gastos da máquina, o Governo já acena para a emissão de novos títulos também na dívida externa (ver matéria publicada no Estadão), já que seus juros são bem menores que os da dívida interna, ironicamente juros controlados pelo próprio Governo.

A “via crucis” da coleta de dados

Por incrível que pareça, tanto os dados do site do Tesouro Nacional quanto do Banco Central, a série histórica da dívida externa começam sempre a partir do ano 2000. Para recuperar dados confiáveis sobre a fase anterior da dívida tive que recorrer a uma “cartilha” do BC que encontrei no site da USP cujo link pode ser consultado aqui. Neste caso, tive que retirar os dados de forma aproximada, uma vez que os números do gráfico aparecem apenas em anos alternados. Embora esta não seja uma pratica muito recomendável, não me sobrou outra alternativa, pois até então só tinha como dados oficiais referente aos anos anteriores a 2000 a verão do IPEA, a mesma que tornou a dívida externa negativa! Ou seja, não dá para se ter como referência.

Procurando no Google, mas uma vez me deparei com inúmeros sites com informações desatualizadas e conflitantes sobre a dívida externa. Nesta busca, encontrei um site português (Index Mundi) que traz uma outra versão da nossa dívida externa, a qual publiquei no nosso gráfico acima (cor laranja). Vejam a que ponto chegamos: tivemos que recorrer a um site português, pois no Brasil, nenhum veículo de comunicação se presta a oferecer um serviço tão simples como este.

Enfim, temos aqui mais uma prova do descaso do povo brasileiro e da nossa mídia com algo que mexe diretamente com nosso dia-a-dia, pois todos os anos leva bilhões e bilhões de dólares nossos em juros para o exterior.

Diante de tanta desinformação, criei uma seção fixa no blog ( “Gráficos“), onde pretendo atualizar a cada novo boletim do BC, do Tesouro e da Auditoria Cidadã da Dívida os principais gráficos sobre a economia brasileira .

O caminho é longo, mas quem sabe algum dia o povo brasileiro desperte e finalmente resolva ver de perto o valor da fatura do “cartão de crédito” da dívida pública que tem financiado o projeto eleitoreiro do atual Governo.

Mas afinal qual o valor da dívida externa?

O valor correto é US$ 277,205, em agosto de 2009, dos quais US$ 73,102 bilhões são de empréstimos intercompanhias das multinacionais a suas subsidiárias no país. Era assim que era contabilizada na era FHC e deveria ter continuado no Governo Lula. Ou seja, Lula pegou a dívida externa de FHC  em US$ 220 bilhões (no auge da “Crise Lula”) e aumentou-a para  US$ 277,2 bilhões em seis anos e oito meses.

Fontes:

  • IPEA – O site não permite links secundários (sabe lá por que). Para acessar então a planilha da série histórica da dívida externa, clique na aba “Macroeconomico”, em seguida em “Índices Analíticos” e finalmente em “Dívida líquida do setor público”.
  • Tesouro Nacional
  • Banco Central (versão 1)
  • Banco Central (versões 2 e 3) – O link se refere a janeiro de 2009. Encontrei este link no site da Auditoria Cidadã da Dívida. Procurei no site do BC o link para a planilha mais recente, mas não encontrei. Enviei um email ao BC solicitando informações onde buscar as últimas planilhas, mas nem eles souberam informar. Portanto os dados referentes a agosto 2009 peguei no site do Valor Econômico. Notem, no entanto, que a planilha é baixada diretamente do site do BC. As informações do gráfico constam na aba 49. Para ver a resposta do BC, confira os comentários do artigo 7 desta série.
  • Banco Central (versão 4) – Página 14. Obs.: Finalmente encontramos este arquivo no site do BC, pois na pesquisa do artigo, tais dados foram coletados no site da USP.

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Para ver o primeiro artigo desta série, clique aqui.

Para ver o segundo artigo desta série, clique aqui.

Para ver o terceiro artigo desta série, clique aqui.

Para ver o quarto artigo desta série, clique aqui.

Para ver o quinto artigo desta série, clique aqui.

Para ver o sexto artigo desta série, clique aqui.

Para ver o sétimo artigo desta série, clique aqui.

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Para ver o décimo artigo desta série, clique aqui.

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  1. Penéloppe
    outubro 17, 2009 às 1:26 pm

    Putz! Será que não dá para confiar em ninguém neste país????

  2. Beatriz FErreira
    outubro 17, 2009 às 1:59 pm

    INCRIVEL!!

    Um absurdo é não pararmos para fazer a leitura correta do nosso dinheiro e para onde ele esta indo!!

    Cada vez que leio um post do Amilton percebo que o nosso pais faz questão de ficar omisso a situação. COMO PODE??? Poucos tem uma leitura clara da situação…

    Precisamos sair da inércia!!

  3. Ari
    outubro 17, 2009 às 3:10 pm

    Parabéns meu caro.
    Este seu artigo teria que ser espalhado com o vento.
    Nós leigos, desconfiamos, sabemos por intuição. Mas nada como a demonstração.
    Este governo é muito esperto sabe aonde está pisando.
    Agora será que tem consciência de que, aonde o estatismo/coletivista pisa tudo seca??

    Quem viver verá!

  4. outubro 17, 2009 às 3:18 pm

    Há de se convir que o BACEN anda comprando muitos dólares diariamente e talvez o fato de o Brasil estar com suas reservas em dia e atualizadas. O que não dá pra entender é a política monetária adotada pelo país, onde se aumentam os juros e também os gastos públicos. Conceitualmente não encontrei nada que possa explicar na nossa economia. Parabéns pelo artigo.

    • outubro 17, 2009 às 9:35 pm

      As reservas tem um custo alto, Wellington. Sobre isto falamos no post 4 da série. São necessárias, mas já passaram do ponto. Quanto a política econômica, vc tem toda razão. Os juros só baixaram na crise e o gastos aumentam muito mais rapidamente que as receitas. Vai ser difícil cortar gastos depois.

  5. JOSÉ ALBERTO
    outubro 17, 2009 às 5:23 pm

    Finalmente em qto anda o valor atual da divida externa? É possivel esclarecer?

    • outubro 17, 2009 às 6:26 pm

      O valor correto é US$ 277,205 em agosto de 2009.

  6. outubro 17, 2009 às 7:21 pm

    MENTIR SEMPRE FOI SAUDÁVEL NO GOVERNO LULA !!!
    Mentir é saudável para Lula, Dilma e PT .
    Eles são excepcionas em atacar seus adversários com mentiras para obrigar o adversário ficar preocupado em desmentir + ai o estrago já foi feito.
    Foi assim que Lula e PT fizerem na campanha de 2006, insistiram em dizer que o PSDB iria privatizar Petrobrás e Banco do Brasil justamente para causar o transtorno ao PSDB em perder tempo para desmentir e quanto + desmentia , + parecia ser verdade a mentira de Lula e PT.
    Armaram e o PSDB caiu direitinho.
    Enquanto o PSDB gastava tempo em desmentir, Lula e PT riam e avançavam na campanha.
    Fiquem ligado turma do PSDB, eles vão atacar outra vez nas próximas eleições difamando e atacando com mentiras para vocês perderem tempo em desmentir e com isso perderem tempo na campanha.
    Acorda !!!!
    Não subestimem o PT e Lula, porque eles querem a todo Preço se perpetuarem no poder.
    Vão usar de todas as armas inclusive as de hábito: Mentira, difamação, ameaças e muita demagogia .

    Nikacio lemos
    23 anos universitário.

  7. SYLVIO SEBASTIANI
    outubro 18, 2009 às 4:12 pm

    Essa demonstração, para mim que não sou economista, não entendo nada dessa área é de ficar louco. Senador Álvaro Dias, o seu partido, PSDB, poderia fazer um tipo de uma Cartilha, bem popular, bem clara, explicativa para nós, povo, saber e conhecer a verdade da nossa, do Brasil, situação econômica-financeira. O Governo usa todos os meios de comunicação e ainda pega o Lula da Silva, que é um “animador de auditório” entre outros “ratinhos” da vida e fala suas lorotas e agente vai aceitando tudo, quando terminar, veremos que estamos no “mato sem cachorro”. Mas é tarde e ele já elegeu sua substituta para mais 8 anos. Falo isso Senador, pelos meus filhos e netos, o que vão passar depois.

    • outubro 18, 2009 às 9:49 pm

      Só para esclarecer, o intenauta Sylvio se dirige ao Senador Álvaro Dias porque veio ao nosso site através de um link no blog do senador.

  8. Penéloppe
    outubro 19, 2009 às 8:37 am

    Jà que o Senador Álvaro Dias passou por aqui, sugiro que a oposição se mobilize para esclarecer a população sobre estes absurdos que o “PIG” de Paulo Henrique Amorim ignora.

  9. Joca
    outubro 19, 2009 às 2:55 pm

    Como no Brasil a maioria dos eleitores não tem noção de dinheiro, tanto faz se o PT falar -270bilhões… +270pilas… devemos ou não devemos, dívida interna ou dívida externa etc,etc, etc. Ninguém vai ter noção de quanto representa esse montante mesmo. Outro dia perguntaram para uma Brasileira o que ela faria se ganhasse R$24milhões sozinho na Mega-Sena? Ela perguntou humildemente se daria para comprar uma casinha??? -Então vamu menti que ninguém sabe nada…

  10. MORAIS
    outubro 20, 2009 às 11:13 am

    ODEIO OS LADRÕES, LESA-PÁTRIA, CÍNICOS, QUE SÓ FICAM RINDO NA NOSSA CARA, MENTIROSOS, CORRUPTOS,FALSOS, QUE AGORA FICARAM RICOS (MILIONÁRIOS), QUE MAIS CEDO OU MAIS TARDE VÃO PROVOCAR UMA CRISE MUNDIAL, QUE DIZEM QUE REPRESENTAM OS TRABALHADORES E OS MENOS FAVORECIDOS DO PAÍS. CADEIA PARA ELES É POUCO. E OLHA QUE EU TAMBÉM FUI ENGANADO POIS VOTEI NELE NO PRIMEIRO MANDATO. E PERGUNTO : POR QUE AS PESSOAS SÃO TÃO CEGAS E NÃO ENXERGAM O ÓBVIO? POR QUE NÃO RECONHECER QUE “NOSSO ÍDOLO” MUDOU E HOJE SÓ PENSA NAQUILO ($$$$$$$$$$$$$$$$$)? E COMO VAI FICAR O BRASIL QUANDO ACONTECER UMA FUGA DE CAPITAIS? CLARO QUE ESTES LADRÕES NÃO ESTÃO NEM AÍ, POIS COM O DINHEIRO QUE ELES TÊM PODERÃO VIVER MUITO BEM EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO.

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  11. Pedro
    outubro 20, 2009 às 11:34 am

    Parabéns pela excelente série de artigos. Também não sou economista mas, ao que me parece, temos um cenário parecido com o da Argentina antes de seu afundamento. Ou seja, falsa sensação de prosperidade e riqueza material do povo, sustentada por endividamento excessivo e contínuo do governo com fim eleitoral. É uma pena. Gostaria que você também fizesse uma análise sobre as bolhas que nos rodeiam (a imobiliária e a de ações). Fiz uma pesquisa e constatei que o preço dos imóveis em Brasília teve aumento de mais de 120% nos últimos 5 anos. Segundo minhas conclusões iniciais isso deve-se ao excesso de crédito jorrando no mercado e a financiamentos para quem não tem capacidade econômica de pagá-los ou terá que ficar excessivamente endividado por 30 anos. Bom, parece ser o mesmo caso que o país, só que desta vez com a população como ator, ou seja, falsa sensação de riqueza lastreada em endividamento e em falsos valores de bens (no caso os imóveis, sobrevalorizados pelo excesso de crédito que gera excesso de demanda). Abraços,
    Pedro

    • outubro 21, 2009 às 12:06 am

      Correta sua avaliação, Pedro. O Governo tem usado o excesso de dólares no mercado para mascarar o problema da dívida. Se não fosse a queda do dólar e o grande fluxo de capitais (a maioria especulativos) que chegaram ao Brasil nos últimos anos, hoje a relação dívida/PIB seria recorde (vamos falar sobre isso no próximo post). É bom lembrar que o comportamento de mercado é de manada. Quando o cenário é positivo, tudo é valorizado ao extremo (como é o caso agora). Porém, se o mercado mudar de humor, poderemos pagar um preço muito alto por não reduzir o endividamento quando tivemos uma sequencia de seis anos de recordes sucessivos na arrecadação. Está sim com cara de bolha. Infelizmente, alertar sobre um perigo destes hoje no Brasil vc é logo acusado de pessimista ou impatriótico. Vamos torcer para que a sorte continue conosco. Prefiro ver o Lula capitalizando para si os méritos dos outros e do contexto histórico do que vê-lo desmascarado com o Brasil na lama.

  12. outubro 21, 2009 às 10:05 pm

    Amilton,

    Qual a sua formação?

    Incrível como você faz ótimas análises econômicas: coerentes, com dados de várias fontes, minuciosas e colocando muitas variáveis.

    Aliás, você viu o rombo no INSS esse mês? É um problemão isso, porque além de termos muitos gastos, o orçamento público no Brasil é engessado constitucionalmente. Então cobrir rombos é bem complicado.

    Parabéns de novo!

    Abs.

    • outubro 21, 2009 às 11:18 pm

      Minha amiga virtual Carol!

      Mais uma vez obrigado pelos elogios, principalmente vindo de vc, alguém tão bem informada. Minha formação é Comunicação Social, mas há dez anos estou afastado da carreira. Hoje sou programador web e dedico a maior parte do tempo desenvolvendo sistemas educacionais.

      Realmente este rombo do INSS é uma dor de cabeça das grandes. E olha que o fator previdenciário ainda nem foi extinto. Gostaria que a oposição vencesse as próximas eleições, mas, diante de tantos presentes de grego que Lula vai deixar, talvez seja melhor deixar a bomba para a Dilma mesmo. Pelo menos assim Lula não vai ter como culpar a oposição quando se candidatar de novo em 2014. É trágico!

      Abração

  13. Mouzar de Castro
    novembro 10, 2009 às 1:34 pm

    SE ENTENDI ESTAMOS SENDO FEITOS DE BESTAS, IDIOTAS E VIVENDO DEBAIXO DE UM DITADURA DEMOCRÁTICA.
    ESSE REALMENTE É O CARA!!!!!!

  14. MORAIS
    novembro 11, 2009 às 6:28 am

    Amilton, minha opinião é que Dilma foi lançada candidata para perder, pois não é coerente o PT, que tem outros nomes melhores, tal como Patrus Ananias, lançar essa psicopata como candidata a presidência. Eles sabem o prejuízo que estão deixando para cada um de nós, brasileiros, pagarmos. Até mesmo os petistas (enganados) mais apaixonados relutam em dizer que votariam na Dilma. E como falei, depois que perderem a eleição, vão poder gastar o dinheiro que roubaram, deixando nosso país na m.!!

  15. Reinaldo
    dezembro 3, 2009 às 7:12 am

    Não sei se é por estupidez ou por má-fé, mas nunca vi um amontoado de bobagens tão bem reunido. Citar Sardenberg como economista é dose. Ele nem sabe desenhar um gráfico… Outra estupidez é você comparar as crises regionais durante o governo anterior com a crise global, mas parece que você é o César Benjamin dos números…
    A propósito de seus gráficos esqueceu de citar que durante os oito anos de FHC houve um desmonte de quase todas as estatais… A lógica teria sido geração de receita e não de dívida. FHC vendia o carro, a casa e a bicicleta… e mesmo assim não pagava as contas! Lógica burra a sua!
    Não mencionou sequer a comparação entre a atual RDPF brasileira e a dos outros países do mundo… Alguns deles, como os EUA têm uma relação superior a 100%.
    Só mesmo um desinformado para ignorar dados como os investimentos estatais de ambos os governos: Quer os de 2009? 54 bilhões… Só o investimento das estatais de 2009 supera toda a receita “não apurada” com a venda das estatais de FHC…
    E ainda vem me dizer que não é tucano??? Então, toma panetone, vai…

    • dezembro 3, 2009 às 9:10 pm

      “Não sei se por estupidez ou se por má fé”, mas, ao contrário de vc, estou cansado de ver tanta gente iludida com Lula, gente que tenta o tempo todo enquadrar os outros no estereótipo de “esquerda” ou de “direita”, “petista” ou “tucano”, o “certo” (no caso o PT, claro) e o “errado” (ou seja, o resto).

      Sobre Sardenberg, pelo menos em alguma coisa concordo com vc, pois este “economista” concorda com a matemática do governo que diz que pagou a dívida externa. Continua pagando juros, com títulos emitidos até 2040, mas a continha da dedução das reservas da dívida é tida como fato. Esquece, no entanto (ou não sabe), que a maior parte das reservas é constituída de superávits da balança comercial (dinheiro privado) e investimentos na bolsa (dinheiro privado). Isto apesar de excluir da continha os quase U$ 80 bilhões da dívida externa relativa a empréstimos intercompanhias. Ou seja, dois pesos e duas medidas.

      “Outra estupidez” sua é não conseguir contextualizar as crises. Já falei isto várias vezes, mas vou desenhar mais uma vez para vc. Apesar desta última crise (a única que Lula pegou) ter sido maior, seu epicentro foi no 1º mundo, sendo menos sentida nos emergentes e praticamente sem efeito nenhum nos países pobres. A natureza da crise foi financeira, levando a população a desconfiar dos bancos e provocando os comportamentos de manada que criaram tanto pânico nos primeiros meses. O Brasil ficou de fora disso porque, primeiro, se beneficiou da “saúde” financeira dos nossos bancos, que continuam os mais lucrativos do mundo. Segundo, porque o grau de interligação da economia brasileira com a americana ainda é pequeno. Terceiro, porque, ao contrário da era FHC, quando faltava dólar, agora sobra, pois os investidores estrangeiros ficaram sem ter para onde correr. Assim, o Governo não teve muito mais com o que se preocupar a não ser estimular o mercado interno. Só para refrescar a sua memória, em uma dessas crises “regionais” que FHC pegou teve que torrar em um único dia U$ 5 bilhões das reservas para segurar o dólar.

      Enfim, ao contrário das crises sucessivas enfrentadas por FHC, onde o Brasil tinha sua imagem ainda mais arranhada, desta vez o Brasil saiu fortalecido, justamente pela perda de importância das economia do primeiro mundo e, ao contrário, do crescimento dos emergentes, apesar do Brasil crescer em um ritmo muito inferior a estes. Os míopes como vc, claro, creditam tudo ao deus Lula. Santa igenuidade!

      Além do mais é preciso considerar os intervalos entre as crises. Perceba que em apenas uma crise, o percentual da relação dívida /PIB maquiada do Governo Lula subiu 8 pontos percentuais. Já pensou se tivesse uma outra crise logo em sequência como teve FHC para quanto iria esta relação?

      “A propósito de seus gráficos esqueceu de citar que durante os oito anos de FHC houve um desmonte de quase todas as estatais”

      Amigo, não sei se vc percebeu, mas o gráfico acima é sobre as diferentes versões da dívida externa. Não tem nada a ver com estatais. Mas já que vc tocou no assunto, então vamos desenhar mais um pouco. Muito se fala hoje que as estatais foram vendidas a preço de banana. Claro que hoje é fácil falar isso depois que a Vale se tornou uma gigante mundial. Na época, no entanto, não era simples assim. Muitos funcionários, por exemplo, que podiam usar o FGTS para comprar ações “a preço de banana” não o fizeram certamente porque não achavam assim tão barato. Hoje morrem de arrependimento. Certamente houve corrupção neste processo, aliás como tudo no Brasil. Mas o pouco dinheiro arrecadado foi para o abatimento da dívida que explodiu como decorrência da solução de problemas que vieram à tona com a queda da inflação. Sobre este assunto sugiro que leia o comparativo do endividamento da era FHC e Lula e vc vai ver do que estou falando.

      Bom, mas já que este é um diferencial do Governo do PT em relação do PSDB, então te pergunto, por que Lula não reestatiza tudo? Aliás, por que será que o PT privatiza estradas e agora tenta privatizar aeroportos?

      Sobre os investimentos nas estatais, temos aí mais um absurdo. O Governo vende títulos da dívida para passar dinheiro para o BNDES que repassa para estatais. Daí o governo passa a ser credor do BNDES. Logo, o dinheiro que saiu dos títulos não é contabilizado com dívida, igualzinho ao que o Governo faz com o BC. Um crédito anula um débito e está tudo resolvido. Só que, assim com no caso da dívida externa que foi “paga”, os juros vão para o bolso do contribuinte.

      Agora vamos aos números. O orçamento de 2010 prevê para a Petrobrás R$ 80 bilhões, um orçamento muito maior que o da saúde. Acontece que a Petrobrás é uma empresa de capital misto. Ou seja, boa parte do patrimônio de mais de U$ 300 bilhões da empresa pertencem a acionistas. Dessa forma, o Governo injeta a cada ano na “estatal” recursos que correspondem a cerca de 15% do valor de mercado da empresa, favorecendo os acionistas privados e retirando do contribuinte. Claro que parte desse dinheiro “investido” volta em forma de “patrocínio” e demais falcatruas que o Governo usa para manter coesa a sua “base de sustentação”.

      Sobre a dívida norte-americana, existe uma diferença fundamental: os juros. Os EUA podem quintuplicar sua astronômica dívida e ainda assim não chegará ao percentual do orçamento que o Brasil retira para pagar juros. Sacou a diferença???

      Ah, sobre o César Bejamim já está provado que ele disse a verdade. Resta agora saber se era realmente brincadeira do Lula ou não. Se foi brincadeira, onde está a graça? Aliás, onde está a decência? Isso é coisa de um candidato a presidente ficar dizendo por aí, ainda mais na frente de um estrangeiro?

      Bom, se vc quiser debater de verdade traga argumentos realmente consistentes e saia dos chavões que vc andou aprendendo nos discursos fáceis do PT. Aliás, sugiro a vc que seja mais crítico e mais exigente no quesito “ética”. Vc vai perceber então que não dá para ser nem fanático da situação nem da oposição, pois neste quesito todos são farinha do mesmo saco.

  16. Armando Salem
    dezembro 12, 2009 às 1:52 pm

    Amilton Aquino :
    “Não sei se por estupidez ou se por má fé”, mas, ao contrário de vc, estou cansado de ver tanta gente iludida com Lula, gente que tenta o tempo todo enquadrar os outros no estereótipo de “esquerda” ou de “direita”, “petista” ou “tucano”, o “certo” (no caso o PT, claro) e o “errado” (ou seja, o resto).
    Sobre Sardenberg, pelo menos em alguma coisa concordo com vc, pois este “economista” concorda com a matemática do governo que diz que pagou a dívida externa. Continua pagando juros, com títulos emitidos até 2040, mas a continha da dedução das reservas da dívida é tida como fato. Esquece, no entanto (ou não sabe), que a maior parte das reservas é constituída de superávits da balança comercial (dinheiro privado) e investimentos na bolsa (dinheiro privado). Isto apesar de excluir da continha os quase U$ 80 bilhões da dívida externa relativa a empréstimos intercompanhias. Ou seja, dois pesos e duas medidas.
    “Outra estupidez” sua é não conseguir contextualizar as crises. Já falei isto várias vezes, mas vou desenhar mais uma vez para vc. Apesar desta última crise (a única que Lula pegou) ter sido maior, seu epicentro foi no 1º mundo, sendo menos sentida nos emergentes e praticamente sem efeito nenhum nos países pobres. A natureza da crise foi financeira, levando a população a desconfiar dos bancos e provocando os comportamentos de manada que criaram tanto pânico nos primeiros meses. O Brasil ficou de fora disso porque, primeiro, se beneficiou da “saúde” financeira dos nossos bancos, que continuam os mais lucrativos do mundo. Segundo, porque o grau de interligação da economia brasileira com a americana ainda é pequeno. Terceiro, porque, ao contrário da era FHC, quando faltava dólar, agora sobra, pois os investidores estrangeiros ficaram sem ter para onde correr. Assim, o Governo não teve muito mais com o que se preocupar a não ser estimular o mercado interno. Só para refrescar a sua memória, em uma dessas crises “regionais” que FHC pegou teve que torrar em um único dia U$ 5 bilhões das reservas para segurar o dólar.
    Enfim, ao contrário das crises sucessivas enfrentadas por FHC, onde o Brasil tinha sua imagem ainda mais arranhada, desta vez o Brasil saiu fortalecido, justamente pela perda de importância das economia do primeiro mundo e, ao contrário, do crescimento dos emergentes, apesar do Brasil crescer em um ritmo muito inferior a estes. Os míopes como vc, claro, creditam tudo ao deus Lula. Santa igenuidade!
    Além do mais é preciso considerar os intervalos entre as crises. Perceba que em apenas uma crise, o percentual da relação dívida /PIB maquiada do Governo Lula subiu 8 pontos percentuais. Já pensou se tivesse uma outra crise logo em sequência como teve FHC para quanto iria esta relação?
    “A propósito de seus gráficos esqueceu de citar que durante os oito anos de FHC houve um desmonte de quase todas as estatais”
    Amigo, não sei se vc percebeu, mas o gráfico acima é sobre as diferentes versões da dívida externa. Não tem nada a ver com estatais. Mas já que vc tocou no assunto, então vamos desenhar mais um pouco. Muito se fala hoje que as estatais foram vendidas a preço de banana. Claro que hoje é fácil falar isso depois que a Vale se tornou uma gigante mundial. Na época, no entanto, não era simples assim. Muitos funcionários, por exemplo, que podiam usar o FGTS para comprar ações “a preço de banana” não o fizeram certamente porque não achavam assim tão barato. Hoje morrem de arrependimento. Certamente houve corrupção neste processo, aliás como tudo no Brasil. Mas o pouco dinheiro arrecadado foi para o abatimento da dívida que explodiu como decorrência da solução de problemas que vieram à tona com a queda da inflação. Sobre este assunto sugiro que leia o comparativo do endividamento da era FHC e Lula e vc vai ver do que estou falando.
    Bom, mas já que este é um diferencial do Governo do PT em relação do PSDB, então te pergunto, por que Lula não reestatiza tudo? Aliás, por que será que o PT privatiza estradas e agora tenta privatizar aeroportos?
    Sobre os investimentos nas estatais, temos aí mais um absurdo. O Governo vende títulos da dívida para passar dinheiro para o BNDES que repassa para estatais. Daí o governo passa a ser credor do BNDES. Logo, o dinheiro que saiu dos títulos não é contabilizado com dívida, igualzinho ao que o Governo faz com o BC. Um crédito anula um débito e está tudo resolvido. Só que, assim com no caso da dívida externa que foi “paga”, os juros vão para o bolso do contribuinte.
    Agora vamos aos números. O orçamento de 2010 prevê para a Petrobrás R$ 80 bilhões, um orçamento muito maior que o da saúde. Acontece que a Petrobrás é uma empresa de capital misto. Ou seja, boa parte do patrimônio de mais de U$ 300 bilhões da empresa pertencem a acionistas. Dessa forma, o Governo injeta a cada ano na “estatal” recursos que correspondem a cerca de 15% do valor de mercado da empresa, favorecendo os acionistas privados e retirando do contribuinte. Claro que parte desse dinheiro “investido” volta em forma de “patrocínio” e demais falcatruas que o Governo usa para manter coesa a sua “base de sustentação”.
    Sobre a dívida norte-americana, existe uma diferença fundamental: os juros. Os EUA podem quintuplicar sua astronômica dívida e ainda assim não chegará ao percentual do orçamento que o Brasil retira para pagar juros. Sacou a diferença???
    Ah, sobre o César Bejamim já está provado que ele disse a verdade. Resta agora saber se era realmente brincadeira do Lula ou não. Se foi brincadeira, onde está a graça? Aliás, onde está a decência? Isso é coisa de um candidato a presidente ficar dizendo por aí, ainda mais na frente de um estrangeiro?
    Bom, se vc quiser debater de verdade traga argumentos realmente consistentes e saia dos chavões que vc andou aprendendo nos discursos fáceis do PT. Aliás, sugiro a vc que seja mais crítico e mais exigente no quesito “ética”. Vc vai perceber então que não dá para ser nem fanático da situação nem da oposição, pois neste quesito todos são farinha do mesmo saco.

  17. Brasileiro de Vergonha
    janeiro 5, 2010 às 9:32 am

    “Brasileiro”, assim os portugueses chamavam o sujeito que chegava em Portugal vendendo pau-brasil roubado destas terras, já habitadas muito antes de Américo Vespúcio e Pedro Álvares Cabral. O termo “brasileiro”, portanto, significa “ladrão de pau-brasil”; e de modo objetivo: LADRÃO !! Lula é símbolo, representante autêntico do “brasileiro”!! É esse “povo” (que se declara “não-elite” porque são contra a população formada por pessoas que estudaram e obtiveram sucesso na vida pelo Trabalho) que elege porras-loucas como Getúlio, Juscelino, Sarney e agora o campeão dos campeões da corrupção, LULA !! O que me aborrece é que esse clePTopetralhismo que hoje se expande, é financiado pelo meu, o seu, o nosso dinheiro público que vai constituir, exatamente, a DÍVIDA PÚBLICA, totalmente escamoteada por indicadores falsos, como os demais índices desse desgoverno!! Lula não é caso de política, é caso de POLÍCIA !!

  18. Brasileiro de Vergonha - II
    janeiro 5, 2010 às 11:29 am

    Já passou a época dos heróis, demiurgos e reis. É mais fácil tapar o sol com a peneira do que encobrir as falcatruas do governo(?) Lula. Foi o pior de todos os tempos, ganhou até de Sarney. Só não vê essa tragédia quem é mal informado ou mal intencionado. O que mais irrita governos(?) iguais a isso que está aí, é eles saberem que não conseguem aliciar gente de bem e bem informada. Diz o velho ditado: “O melhor remédio contra político corrupto é a informação”. O melhor remédio contra Lula e comparsas é pesquisar mais. Leiam mais, brasileiros !!! Sejam mais autocríticos! A pior coisa para uma sociedade é quando ela para de questionar. Sejam menos subservientes, menos conformados! Critiquem todas as asneiras do Lula, cada uma é ponta de um iceberg de fraudes. O resto é ficção.

  19. Brasileiro de Vergonha na Cara - III
    janeiro 6, 2010 às 3:54 pm

    Se “o Brasil não deve mais lá fora”, como trombeteam lulólatras e lulopatas, por que cargas d’água a União consome 30% do que arrecada com juros e serviços da Dívida? Pior, por que precisa emitir novos títulos para bancar 20% dos títulos vencidos? Simples – é porque a Dívida Externa foi trocada (camuflada) por títulos da Dívida Interna, claro (estilo de gestão petralha), com juros mais altos. De acordo com dados de dezembro/2009, essa tal Dívida Externa que “Lula pagou” estava entre a Dívida Pública Federal no total de R$ 1,491 trilhões. A alardeada “quitação antecipada” com o FMI não passou de manipulação contábil para criar factóide para as eleições de 2006 (igual àquela tradicional distribuição de pipoca de graça em showmício). Vencida a etapa da reeleição, o governo(?) Lula não tocou mais no assunto, mandou abafar por medo do índice de popularidade do demiurgo. Se esse porra-louca do Luis Inácio, que foi contra tudo, contra o Plano Real, as privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal, tivesse tomado posse em 1989, após o desgoverno Sarney, com estatais e bancos falidos e inflação mensal de 84%, as banalizações do crime, da impunidade e da inépcia não teriam entrado o novo milênio de forma tão avassaladora.

  20. Brasileiro de Vergonha - III
    janeiro 6, 2010 às 4:09 pm

    Se “o Brasil não deve mais lá fora”, como trombeteam lulólatras e lulopatas, por que cargas d’água a União consome 30% do que arrecada com juros e serviços da Dívida? Pior, por que precisa emitir novos títulos para bancar 20% dos títulos vencidos? Simples – é porque a Dívida Externa foi trocada (camuflada) por títulos da Dívida Interna, claro (estilo de gestão petralha), com juros mais altos. De acordo com dados de dezembro/2009, essa tal Dívida Externa que “Lula pagou” estava entre a Dívida Pública Federal no total de R$ 1,491 trilhões. A alardeada “quitação antecipada” com o FMI não passou de manipulação contábil para criar factóide para as eleições de 2006 (igual àquela tradicional distribuição de pipoca “de graça” em showmício). Vencida a etapa da reeleição, o governo(?) Lula não tocou mais no assunto, mandou abafar por medo do índice de popularidade do demiurgo. Se esse porra-louca do Luis Inácio, que foi contra tudo, contra o Plano Real, as privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal, tivesse tomado posse em 1989, após o desgoverno Sarney, com estatais e bancos falidos e inflação mensal de 84%, o Brasil hoje estaria pior que a Venezuela.

  21. Gustavo Vasconcelos Jacobina
    maio 13, 2010 às 4:40 pm

    VC LEMBRA DO CASO MADOFF,UM SUJEITO COM CARA DE BONZINHO E HONESTO QUE FEZ CAPTAÇÃO DE FORTUNAS NO MUNDO INTEIRO DE MILIONÁRIOS E INSTITUIÇÕES SÉRIAS E TRADIOCIONAIS, E QUANDO ESTOUROU O SUB PRIME, E SÓ POR CAUSA DISSO ELE FOI DESCOBERTO APÓS DECADAS ATUANDO NO MAIOR MERCADO DO MUNDO NO CENTRO DE WALL STREET, O HOMEM PRODUZIA SEUS PRÓPRIOS DADOS NO ANDAR DE BAIXO DO ESCRITÓRIO E NENHUMA AGENCIA AMERICANA DESCONFIOU DO HOMEM… AGUARDE PARA BREVE, O CASO LULOFF.
    OU FRANKLINOFF.

  1. outubro 24, 2009 às 10:29 am
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