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Lula e a dívida pública (PARTE 7)

outubro 10, 2009

Divergências sobre a Dívida Interna

charge_lula_dividas

Pretendia neste post me aprofundar um pouco mais nas contradições dos números oficiais sobre a dívida externa. No entanto, tive que mudar novamente a programação, pois encontrei no site do Banco Central uma afirmação que reforça uma suspeita que coloquei em discussão no quinto post desta série.

Na ocasião, questionei o fato do relatório oficial do Tesouro Nacional não contabilizar nos três últimos anos no total da dívida interna os títulos em poder do Banco Central (uma bagatela de R$ 494 bilhões em dezembro de 2008!). Com um valor tão expressivo, relutei em acreditar que o Governo teria tido a cara-de-pau de ocultá-lo. Mas aí lembrei da cara-de-pau do Presidente Lula mentindo descaradamente sobre o suposto “pagamento da dívida externa” e então me senti encorajado a pelo menos colocar a questão em discussão, solicitando a ajuda de algum internauta economista que nos ajudasse a esclarecer a dúvida a aparente manobra contábil.

Mas eis que ao buscar dados sobre a dívida externa no site do Banco Central, me deparei com a seguinte afirmação perdida em meio a dezenas de páginas de um relatório (mais precisamente na página 78, pode conferir aqui), onde o BC afirma:

“Os títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional totalizaram R$1.759,1 bilhões em dezembro de 2008, dos quais R$494,3 bilhões em poder do Banco Central.”

Apesar de não ser economista, concluo, portanto, que os títulos em poder do BC também fazem parte do Tesouro. Neste caso, deveriam ser contabilizados no total da dívida interna no relatório divulgado pelo Tesouro à imprensa.

Quem quiser conferir diretamente o relatório do Tesouro, acesse a planilha de dezembro de 2008 , clique na aba “2.1”. Por ser muito grande a planilha, recortei apenas os dados referentes ao mês referência (dezembro), conforme pode ser observado na figura abaixo:

relatorio

Observe que a soma entre os R$ 494,31 bilhões em títulos “em poder do BC” não computados no total e o valor da dívida interna do topo de página, no valor de R$ 1.264,82 bilhões, dá precisamente R$ 1759,13 bilhões , o mesmo valor citado no relatório do Banco Central e que confirma a nossa suspeita.

Agora compare o recorte do “novo formato de relatório” acima com o formato antigo que vigorou até 2006. Os dados abaixo são do final do Governo FHC.
dividaInterna_dez2001

Perceba que não só o total da dívida interna está no final da página (como deve ser qualquer relatório decente) como o total dos títulos em poder do Banco Central devidamente contabilizados.

Mudou por que?

De acordo com reportagem publicada no G1 e no Valor Online, no início de 2007, o objetivo do Governo com a mudança do relatório era “aumentar a transparência sobre a gestão do endividamento público”.

Além de mudar o formato, o relatório mudou também a metodologia, pois passou a computar também uma parcela da dívida externa que o Governo diz que quitou mas que continua lá (sobre isto nos aprofundaremos em um post específico). Porém, em nenhum momento a reportagem cita a ausência dos títulos em poder do Banco Central no total da dívida interna. E olha que não era nenhuma quantia irrisória não. Já em 2007, este valor já totalizava R$ 297 bilhões!

Qualquer que seja a explicação do Governo, o que se poderia esperar da imprensa era pelo menos um parágrafo sobre esta quantia tão expressiva que aparece no relatório sem ser contabilizada no total. Se não é para contabilizar, então esta quantia deveria aparecer em outro lugar, mas não na totalização final da dívida, como é atualmente. Portanto, se o objetivo do Governo com a mudança do relatório foi realmente “tornar mais transparente” o relatório, pode ter funcionado para os economistas. Para mim, pelo menos, ficou mais confusa.

Mais surpresas

No post anterior publiquei uma tabela com diferentes versões sobre a dívida interna de acordo com os relatórios do Tesouro Nacional, do IPEA e da Auditoria Cidadã da Dívida.  (Para conferir as fontes, clique nos links). Eis que encontrei mais duas versões! Pior: duas versões de uma mesma instituição, o Banco Central!  Pior: duas versões da dívida muito maiores que as apresentadas pelo Governo à imprensa!

Ou seja, agora temos cinco versões da dívida interna: quatro de órgãos do Governo e uma de uma ONG, conforme pode ser visualizado no gráfico abaixo:

divida_interna_agosto_2009

Os links das fontes estão disponíveis no final do artigo.

Se a diferença de R$ 161 bilhões no ano de 2007 entre as versões do IPEA e do Tesouro (citada no post anterior) já era de pasmar, agora temos uma diferença de R$ 500 bilhões entre uma das duas versões da dívida segundo o BC e a versão oficial do Tesouro divulgada para a imprensa. (Para ver os relatórios do BC, clique aqui)

Observe no gráfico que a série histórica do IPEA (verde) dá um grande salto a partir de 2007, justamente o ano em que a versão do “novo relatório” do Tesouro exclui do total da dívida os títulos em poder do BC. Como a série histórica do IPEA não mostra a discriminação dos itens da dívida, não dá para afirmar com certeza de que tal salto seria decorrente dos títulos em poder do BC (até porque o salto é menor do que os altos valores dos títulos supostamente ignorados). Mas, como os dados já divergem nos meses anteriores, então a dúvida fica reforçada.

Outra coisa que chama a atenção é segunda versão da dívida do BC (gráfico roxo). Segundo ela, a dívida deixada por FHC seria de R$ 848 bilhões (e obviamente a dívida atual do no Governo Lula já teria ultrapassado a casa dos R$ 1,9 trilhão). De fato, lembro bem desse número, pois acompanhava a economia nesta época e serviu para sepultar a minha credibilidade no PSDB e depositar minhas esperanças no PT. No entanto, já faz algum tempo que não encontrava dados com este número na web. As diferentes versões da dívida que encontro aparecem sempre oscilando entre R$ 623 bilhões e R$ 650 bilhões. Então pensei: devo ter me enganado ou talvez confundido a totalização da dívida interna com a dívida bruta, que inclui a dívida externa.

Mas não estava enganado. Finalmente encontrei o relatório que traz este número no BC. Daí também surge o percentual mágico de 74% de endividamento do Brasil no final do Governo FHC que alguns petistas hoje sempre citam para justificar o suposto endividamento atual de 44%, tomado como base na menor versão da dívida, obviamente.

Mais uma “mudança metodológica”

Nas duas planilhas do BC que apresentam as duas versões da dívida pública não existe nenhuma explicação sobre o porquê da existência das duas tabelas (ou das duas metodologias). No entanto, os títulos das tabelas nos ajudam a entender mais esta variação da contabilidade do Governo atual. Na versão 1, o título da tabela é “Dívida líquida e bruta do governo geral1/ (R$ milhões) – Metodologia utilizada até 2007”.

O número 1 que aparece ao lado da palavra “geral” nos remete a seguinte legenda em letras microscópicas no final da tabela:

‘1/ Inclui as dívidas do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais com os demais agentes econômicos, inclusive com o Bacen.

A mesma legenda na tabela com a nova metodologia adotada a partir de 2008 diz o seguinte:

1/ O Governo Geral abrange Governo Federal, governos estaduais e governos municipais. Exclui Banco Central e empresas estatais.

Ou seja, na nova metodologia adotada pelo BC, a partir de 2008, estão excluídos os títulos em poder do Banco Central (os mesmos títulos excluídos do relatório do Tesouro a partir de 2007) e as dívidas das empresas estatais.

Portanto, a pergunta que não quer calar é: por que os títulos em poder do BC foram retirados do cálculo da dívida?

Pesquisando sobre o assunto, encontrei entre os milhões de pdfs do site do BC a seguinte afirmação na página 15 do Manual de Estatísticas Fiscais (veja aqui):

Dívida mobiliária do Banco Central – Dívida pública interna do Banco Central do Brasil constituída pelos títulos públicos de sua emissão registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), colocados e resgatados em moeda nacional. Em 2006, foram resgatados os últimos títulos de emissão do Banco Central, tendo deixado de existir, desde então, dívida mobiliária emitida pela Autoridade Monetária.”

De fato, os títulos do BC chegaram a ser zerados em 2006, conforme pode ser verificado nos relatórios disponíveis no site do Tesouro. Mas como alegria de pobre dura pouco, já no ano seguinte, no novo formato e metodologia do relatório, um novo montante em poder do BC volta a aparecer no relatório, apesar de não ser computado no total da dívida oficial divulgada pelo Tesouro.

Note que nas duas mudanças metodológicas da contabilidade da dívida pública promovidas no Governo Lula no curto espaço de um ano, as novas versões apresentam valores finais bastante inferiores e que a versão apresentada para imprensa é justamente a menor das cinco versões.

Caso não tivesse sido mudada a metodologia do BC em 2008, a dívida bruta do governo em agosto de 2009 já ultrapassaria a casa dos R$ 2 trilhões (mais precisamente R$ 2,022 trilhão), conforme pode ser constado aqui.

Enfim, se o objetivo do Governo com as mudanças nos relatórios era realmente torná-los mais “transparentes”, certamente o objetivo não foi alcançado (pelo menos para  o cidadão comum).

Fontes:

  • IPEA – O site não permite links secundários (sabe lá por que). Para acessar então a planilha da série histórica da dívida externa, clique na aba “Macroeconomico”, em seguida em “Índices Analíticos” e finalmente em “Dívida líquida do setor público”.
  • Tesouro Nacional
  • Banco Central
  • Auditoria Cidadã da Dívida

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Para ver o primeiro artigo desta série, clique aqui.

Para ver o segundo artigo desta série, clique aqui.

Para ver o terceiro artigo desta série, clique aqui.

Para ver o quarto artigo desta série, clique aqui.

Para ver o quinto artigo desta série, clique aqui.

Para ver o sexto artigo desta série, clique aqui.

Para ver o oitavo artigo desta série, clique aqui.

Para ver o nono artigo desta série, clique aqui.

Para ver o décimo artigo desta série, clique aqui.

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  1. outubro 10, 2009 às 7:09 am

    Sr. Amilton Aquino,
    Jamais vi algo tõ bem explicado, longe do “economês” político com essa sua explanação.
    Gostaria de colocar alguns trechos, com links, e obviamente com seu nome, no meu “blog” e em uma comunidade do “ORKUT” da qual sou moderador.
    Com sinceros agradecimentos, ao seu “site” por essa maravilhosa interpretação econômica.
    No aguardo, de minha solicitação,
    VS

    • outubro 10, 2009 às 9:37 am

      Fique a vontade. O objetivo é esse mesmo. Divulgar ao máximo este lado obscuro da nossa política e economia. Para alguma coisa tem servir as horas de pesquisa nos milhões de relatórios do governo. 🙂

      Ah, tira o “Sr.” 🙂

  2. outubro 10, 2009 às 10:17 am

    Amilton, cada vez que venho aqui fico aborrecido, mas não é com você, pois vc só tem nos ajudado esclarecendo o que nossos governantes fazem questão de obscurecer.
    Não sei se uma coisa tem com a outra, mas se o negócio estava tão bom para os cofres brasileiros, por que atrasaram o pagamento do dinheiro do povo retirado através de nossos impostos abusivos, alegando que a crise afetou a arrecadação e não tem dinheiro para pagar agora.
    Posso estar falando besteira, mas fiquei pensando sobre isso.

    • outubro 10, 2009 às 10:25 am

      O dedução é lógica, amigo. O Governo está sem caixa há muito tempo. Ele tem “complementado” com a emissão de títulos da dívida. Daí o endividamento cada vez mais acelerado. Só que acabou de emitir R$ 25 bilhões para a Petrobrás e está se segurando um pouco para não recorrer novamente ao “cartão de crédito”. Vou fazer a atualização deste gráfico a cada boletim divulgado pelo Governo. Se a economia não crescer pelo menos 5% no próximo ano, vc vai ver este gráfico subir num ritmo ainda mais acelerado. Para nossa desgraça, infelizmente.

  3. Carlos Sena
    outubro 10, 2009 às 6:06 pm

    PUTA QUE O PARI!!!!!!! CADÊ A IMPRENSA DESSE PAÍS?????????

  4. outubro 10, 2009 às 8:04 pm

    Não sou economista, mas poderia me explicar: se os títulos estão em posse do Governo, porque deveriam ser contabilizados como dívida? Sinceramente não compreendo!

  5. Marco Aurelio
    outubro 10, 2009 às 9:10 pm

    A imprensa se beneficia do modelo,é óbvio.Basta ver que o Jornal Nacional é financiado por um banco que ganha muito dinheiro com esse modelo rentista.

  6. outubro 11, 2009 às 11:13 am

    Você tem feito um belíssimo e importante serviço aos leitores com essa sua série de artigos numa pesquisa detalhada e precisa na apresentação. Parabéns e muito obrigado.

  7. outubro 12, 2009 às 10:56 am

    Olá amigos, confesso que fiquei um tanto inseguro ao publicar este artigo, pois, apesar de todas as evidências publicadas acima, no fundo me custa a acreditar que uma soma tão grande seja simplesmente ignorada sem nenhuma repercussão.

    Como havia enviado também um email para o economista Alexandre Schwartsman solicitando explicações sobre tais dúvidas, então publico aqui na íntegra sua resposta, a qual, no meu ver, ainda não responde a todos os questionamentos do artigo (principalmente em relação às duas versões da dívida segundo o BC), mas, pelo menos, joga um contraponto sobre a opinião de um outro economista (Ricardo Bergamini) citado na parte 5 desta série de artigos, o qual inclui no cálculo final da dívida o total em poder do BC ( ver aqui seu artigo http://jusvi.com/artigos/39480)

    “Confesso que não tive tempo de ler todos os artigos da série, apenas o último. Isto dito, não iria tão longe na afirmação acerca dos números estarem “mascarados”. Obviamente o relatório do Tesouro não inclui os títulos na carteira do BC (já volto a isto), mas o relatório fiscal do BC sim (me refiro à nota à imprensa divulgada mensalmente pelo BC, que traz o retrato mais completo dos números fiscais). Assim, quem segue regularmente o desempenho fiscal do governo pode aferir mês-a-mês a evolução tanto da dívida líquida como da dívida bruta do setor público. Não há o que mascarar (diga-se de passagem, o Brasil é dos países que – mesmo com algumas insuficiências – melhor divulga seus números fiscais, mérito do Altamir Lopes e do Depec no BC).

    Quanto à dívida em poder do BC, a questão é a consolidação dos números. A dívida em poder do BC é um ativo do banco e passivo do Tesouro. Quando os balanços são consolidados, estas contas desaparecem, da mesma forma que, ao se consolidar o balanço de uma matriz e subsidiária, débitos e créditos entre elas desaparecem.”

    Bom, como todos podem ver, é briga de gente grande. Ricardo Bergamini é membro da área internacional do Lloyds Bank, enquanto que Alexandre Schwartsman é um importante executivo do Banco Santander. Ambos têm visões divergentes quanto à contabilização ou não dos títulos do BC no total da dívida interna. Eu sou apenas um blogueiro tentando entender e repassar um pouco de economia em linguagem accessível a maioria da população.

    No entanto, devo dizer que, se a interpretação correta for a de Alexandre, o BC deve, no mínimo, mudar a redação do seu relatório, pois sua afirmação é taxativa:

    “Os títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional totalizaram R$1.759,1 bilhões em dezembro de 2008, dos quais R$494,3 bilhões em poder do Banco Central.”

    Ou seja, o BC contabiliza os R$494,3 bilhões como dívida e não como crédito, elevando o total oficial divulgado pelo Tesouro de R$ 1.264 bilhões para R$1.759,1 bilhões.

    Neste caso, o Tesouro também deveria ser mais transparente mostrando em linguagem clara o mecanismo segundo o qual tais títulos do BC são supostamente abatidos.

    Da mesma forma a imprensa poderia exercer um papel mais ativo nesta área, indo além da divulgação dos números oficiais e discutindo, pelo menos, as diferentes versões atuais da dívida, principalmente a mudança de metodologia do BC que reduziu a dívida pública em duas dezenas de bilhões na sua nova versão publicada a partir de 2008.

    Se havia erro, qual foi? (ou quais foram?) Por que mudou a metodologia?

  8. outubro 12, 2009 às 2:34 pm

    Sr. Amilton Aquino,
    Eu me chamo Luan Holanda e sou estudante de economia. Vi o link deste post no Twitter. Me interessei e acessei.
    Parabéns pelo seu blog e por suas matérias, principalmente por estas que você aborda a questão da dívida pública brasileira.
    Você demonstra ser um exímio pesquisador e analista.
    Queria perguntá-lo se posso colocar trechos deste post no meu blog, evidentemente colocando o link e o sue nome para as pessoas poderem visitar o seu blog.
    Espero resposta. Um abraço.

    • outubro 12, 2009 às 3:31 pm

      Fique à vontade, amigo. Aliás, é bom ter um estudante de economia por perto. Quem sabe vc possa nos ajudar a desvendar estes “mistérios” abordados na matéria. Certamente o assunto daria uma boa discussão com seus professores.

      Abraço e volte sempre.

  9. outubro 12, 2009 às 5:58 pm

    Amilton, esse com certeza foi o melhor post até agora!

    Eu já busquei coisas no BC e sei como os dados estão “entranhados” e escondidos por lá. Também achei incrível você buscar opiniões de especialistas para tirar nossas dúvidas.

    E acho que concordei com o argumento do Schwartsman. Bem ou mal, os números do BC são transparentes, complexos de buscar e analisar, mas transparentes.

    E se o BC vai contar como ativos o que está em poder dele (o que faz sentido, pois é como se o “governo” estivesse devendo para o BC) e colocar isso no tesouro como passivo, vai sumir mesmo. Mas seria necessário ter uma nota explicativa logo abaixo dos dados mostrando isso.

    Aliás, já cogitou perguntar suas dúvidas para alguém no BC?

    Parabéns! Abs.

    • outubro 12, 2009 às 9:28 pm

      Olá Carol,

      Realmente não tinha tentando ainda entrar em contato diretamente com o BC, pois minha experiência em consultar instituições não têm sido muito bem sucedida. Dificilmente chega uma resposta e, quando vêm, são respostas padronizadas, que não acrescentam muito. De qualquer forma não custa tentar mais uma vez.

      Acabei de enviar as dúvidas aqui postadas diretamente ao BC, cujo número de protocolo é 2009276410. Vamos ver se conseguimos resolver estes “mistérios”.

      Abraço e obrigado mais uma vez pelos elogios.

  10. outubro 12, 2009 às 11:53 pm

    Caro Amilton Aquino,
    Obrigado por deixar eu colocar trechos de seus posts no meu blog. Ainda não coloquei, pois estou estudando uma forma de postar com criatividade.
    Sobre a questão de eu ser um estudante de Economia, lhe digo que ajudarei com coerência e humildade no que preciso for, no seu blog. Passarei a frequentá-lo com veemência e discutir alguns pontos com você quando achar necessário.
    Com certeza esta pesquisa publicada no seu post será assunto em minha sala de aula. Debaterei com meus professores e compartilharei o meu aprendizado com você depois.
    Um abraço. Luan Holanda.

  11. outubro 13, 2009 às 1:51 am

    Grande artigo, já publiquei em meu blog com o devido direcionamento para o seu.
    AmA

  12. elizabetemattos
    outubro 13, 2009 às 12:05 pm

    Caramba. Isso tem que ser amplamente divulgado.

  13. outubro 14, 2009 às 8:07 am

    Amigos, ainda não recebi nenhuma resposta do BC. Mas recebi mais um email de Alexandre Schwartsman, o qual me deixou mais propenso a concordar com sua interpretação. Segue na íntegra seu email:

    “Imagine o seguinte: o irmão mais velho empresta ao mais novo $ 100. Na contabilidade do mais velho ele tem $ 100 a receber do mais novo e na contabilidade do mais novo ele tem $ 100 a pagar ao mais velho. Você concordaria que a família não está nem $ 100 mais rica porque o irmão mais velho contabilizou $ 100 no seu ativo, nem $ 100 mais pobre porque o irmão mais novo deve $ 100? Isto é, quando você consolida o balanço patrimonial da família, os $ 100 do ativo cancelam os $ 100 do passivo e o balanço consolidado reflete que a família não ficou nem mais rica, nem mais pobre.

    Da mesma forma, se o Tesouro (irmão mais novo) deve ao BC (irmão mais velho), quando consolidamos o balanço do setor público (o que aparece na nota a imprensa divulgada mensalmente pelo BC) estes ativos (do BC) e passivos (do Tesouro) se cancelam. Por este motivo o Tesouro não reporta a dívida na carteira do BC como parte da dívida mobiliária. Na nota à imprensa, porém, o BC mostra tanto a dívida em poder do público (a mesma estatística do Tesouro) quanto a dívida em poder do BC. Isto, os números não estão escondidos.”

    Embora continue achando que o Tesouro peca ao não informar claramente (pelo menos para o cidadão comum) tal mecanismo de “compensação”, devo admitir que esta explicação é a mais provável, pois a soma é muito alta para ser ignorada. Resta agora o BC explicar o porquê da alteração na metodologia. Se havia alguma coisa errada, qual?

  14. outubro 15, 2009 às 10:44 am

    Amigos, estive pensando na analogia do “irmão mais novo” citada pelo Alexandre acima e a dúvida quanto a contabilização ou não dos títulos em poder do BC voltou. Acompanhe o raciocínio: se o irmão mais velho (o Tesouro) empresta dinheiro para o irmão mais novo (o BC), de fato a família (o Brasil) não vai ficar mais endividada por isso, apenas vai haver uma transferência de recursos. Concordo com o Alexandre. Mas, e se o irmão mais novo gastar o dinheiro do empréstimo? Neste caso teria que concordar com a interpretação do Bergamini, pois a família ficaria sim mais pobre. Portanto, a questão crucial nesta polêmica é saber o que o BC tem feito com tais títulos. Aliás, por que o Tesouro repassaria tais títulos ao BC?

    Para mim, continua parecendo muito estranho o fato de um ano depois da quitação dos títulos em poder do BC, em 2006, já no ano seguinte apareça um montante de títulos tão expressivo novamente em poder da instituição no valor de R$ 297 bilhões. Mais estranho ainda é este valor pular para quase R$ 494,3 bilhões já no ano seguinte. Se o BC não “gastou” os R$ 297 bilhões, por que pediriam mais dinheiro emprestado?

    Além do mais, se os títulos não são vendidos (se é que se pode chamar de títulos, pois conceitualmente só se tornam títulos depois de vendidos), não deveriam ser contabilizados no relatório, pois este, como o próprio nome já diz, é de “dívidas”.

    Continuo esperando a resposta do BC.

  15. Silva
    outubro 16, 2009 às 8:32 am

    Matou a charada, amigo! Não acredito em uma palavra deste presidente populista.

  16. outubro 19, 2009 às 9:00 am

    Amigos, recebi finalmente um email do BC, o qual transcrevemos na íntegra:

    “Estamos encaminhando sua primeira pergunta ao setor técnico e, tão logo tenhamos uma resposta, entraremos em contato.

    Por oportuno, sugerimos que V.Sa. consulte também as informações constantes do site do Tesouro Nacional, especificamente nos links http://www.tesouro.fazenda.gov.br/divida_publica/index.asp e http://www.tesouro.fazenda.gov.br/contabilidade_governamental/index.asp

    Com relação à segunda pergunta, sugerimos que entre em contato com o Jornal Valor para se informar sobre a fonte dos dados utilizados.

    Para novos contatos, favor utilizar o formulário do serviço “Fale conosco” em nosso site. Clique aqui http://www.bcb.gov.br/?FALECONOSCO ou copie o endereço em seu navegador.”

    Como sempre, as respostas são padronizadas e não acrescentam nada (confiram os links sugeridos). Eles pedem para entrarmos em contado com o jornal Valor para que eles nos informem onde encontrar a página do BC onde está o link com as informações sobre a dívida externa bruta (http://www.bcb.gov.br/ftp/NotaEcon/NI200801pfp.zip). Ou seja, nem eles mesmos sabem onde encontrar tais informações.

    Continuamos aguardando o pronunciamento do setor técnico.

  17. Vera de Oliveira
    outubro 19, 2009 às 1:15 pm

    AMO o presidente LULA e ODEIO a tucanalha-demoníaca-ppsista-entreguista e nazi-racista! Bye bye, serrágio/2010!

    • foralula
      outubro 28, 2009 às 7:03 pm

      um comentário desse calão mostra bem como a canalha petralha manobra seus bate-paus na internet.

  18. Karla Macedo
    outubro 19, 2009 às 6:27 pm

    Nossa! que argumentos convincentes, Vera. Assim vc vai mudar a opinião do Amilton. Kkkkkkkkkkkkkkkk!

  19. MORAIS
    outubro 20, 2009 às 7:15 am

    ODEIO OS LADRÕES, LESA-PÁTRIA, CÍNICOS, QUE SÓ FICAM RINDO NA NOSSA CARA, MENTIROSOS, CORRUPTOS,FALSOS, QUE AGORA FICARAM RICOS (MILIONÁRIOS), QUE MAIS CEDO OU MAIS TARDE VÃO PROVOCAR UMA CRISE MUNDIAL, QUE DIZEM QUE REPRESENTAM OS TRABALHADORES E OS MENOS FAVORECIDOS DO PAÍS. CADEIA PARA ELES É POUCO. E OLHA QUE EU TAMBÉM FUI ENGANADO POIS VOTEI NELE NO PRIMEIRO MANDATO. E PERGUNTO : POR QUE AS PESSOAS SÃO TÃO CEGAS E NÃO ENXERGAM O ÓBVIO? POR QUE NÃO RECONHECER QUE “NOSSO ÍDOLO” MUDOU E HOJE SÓ PENSA NAQUILO ($$$$$$$$$$$$$$$$$)? E COMO VAI FICAR O BRASIL QUANDO ACONTECER UMA FUGA DE CAPITAIS? CLARO QUE ESTES LADRÕES NÃO ESTÃO NEM AÍ, POIS COM O DINHEIRO QUE ELES TÊM PODERÃO VIVER MUITO BEM EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO.

  20. Paulo J. Bastos
    outubro 25, 2009 às 10:00 am

    No entanto, devo dizer que, se a interpretação correta for a de Alexandre, o BC deve, no mínimo, mudar a redação do seu relatório, pois sua afirmação é taxativa:

    “Os títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional totalizaram R$1.759,1 bilhões em dezembro de 2008, dos quais R$494,3 bilhões em poder do Banco Central.”

    Meu caro, a resposta a sua questão é óbvia para alguém sério e competente formado em ciências contábeis, mas politicamente manipulável diante dos economiXas midiáticos escolhidos a dedo pelo P_I_G (imprensa golpista). O Alexandre precisou desenhar pra vc contando a “parábola” dos irmãos mais novo e mais velho, para que uma coisa óbvia do ponto de vista CONTÁBIL finalmente deixasse de ser polemizada! De qualquer forma o seu esforço hercúlio de tentar entender os números do governo deve ser por um lado admirado, pois és um leigo (que bom se todo mundo fosse igual a vc – investigar). Porém, a minha crítica a sua conduta é que vc colocou “a carroça à frente dos bois”. Antes de divulgar na íntegra a sua pesquisa polêmica (factóide para a oposição), vc deveria ter escutado primeiro o Alexandre para não passar pelo constrangimento de ter que dizer ao final de seu post:

    “…Embora continue achando que o Tesouro peca ao não informar claramente (pelo menos para o cidadão comum) tal mecanismo de “compensação”, devo admitir que esta explicação é a mais provável, pois a soma é muito alta para ser ignorada…”.

    Ou seja a diferença (FACTÓIDE) de 494 bilhões, segundo vc, passou a ser apenas uma crítica sua quanto à forma do governo apresentar os números de sua dívida. Poderia ter se poupado, até porque meu caro, os economiXas da PUC (PSDB) NUNCA deixariam de utilizar essa suposta tese sua em prol dos TUCANOS e contra o governo do PT (M. Leitão tenta sempre usar os números da dívida “total” BRUTA para induzir o público a pensar que as contas do governo Lula estão erradas, embora saibamos que esse assunto é tb espinhoso para a tucanada/GLOBO, pois a dívida do Brasil em que FHC era o ministro da fazenda em 1994, saltou de 65 bilhões para 850 bi (16 vezes mais) em dezembro de 2002 (esse total absurdo (herança maldita) varia de acordo com o método utilizado, de qualquer forma a dívida brasileira com FHC cresceu de 1994 a 2002 no mínimo 10 vezes).

    • outubro 25, 2009 às 4:45 pm

      Meu caro Paulo Bastos,

      Um dos motivos que me levaram a escrever esta série de artigos foi justamente as divergências de versões sobre a dívida pública. Lembro bem que quando FHC deixou o governo a mídia divulgou que a dívida interna era de R$ 848 bilhões, o mesmo valor que vc usa agora para criticar o governo FHC. Vc esquece de citar, no entanto, que este valor no qual vc se baseia foi tirado da primeira versão do BC, segundo a qual a dívida interna do Governo Lula hoje seria de R$, 1,9 trilhão e não R$ 1,4 trilhão, conforme a versão oficial do Tesouro apresentada a Impressa. Observe que a diferença entre as duas é de R$ 500 bilhões, um número bem próximo dos R$ 493 bilhões em questão e apenas dois bilhões superior quando computada a dívida das estatais que esta versão também exclui. Ou seja, vc usa dois pesos e duas medidas. A versão mais alta para criticar FHC e a versão com a “metodologia alterada” para defender Lula.

      Observe também que, ao citar a dívida de deixada por FHC contabilizada na metodologia antiga (que vc arredonda para R$ 850 bi), vc confirma justamente o que quer negar: a contabilização dos títulos em poder do BC. Já que vc não leu o artigo inteiro, posto aqui então novamente a observação que consta na tabela da metodologia antiga do BC:

      Inclui as dívidas do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais com os demais agentes econômicos, inclusive com o Bacen.

      Diferente da nova metodologia que diz o seguinte:

      O Governo Geral abrange Governo Federal, governos estaduais e governos municipais. Exclui Banco Central e empresas estatais.

      Isto revela também que a questão não é tão simples assim que “alguém sério e competente formado em ciências contábeis”, como vc diz, possa concluir que A ou B está certo. Até porque economista por economista citei também um outro, o Ricardo Bergamini, que contabiliza a dívida total também com os títulos do BC.

      Portanto, embora eu seja “leigo” não estou inventando nada. Iniciei esta série com o objetivo de mostrar as diferentes versões da dívida interna como também apontar as falhas da imprensa (a qual vc chama de “PIG”) ao não abordar questões tão importantes, como a “redução” da dívida em mais de R$ 200 bilhões no final do Governo FHC e precisamente R$ 500 bilhões no Governo Lula com a mudança de metodologia implantada em 2006. Encontrei muito mais que isto, pois, no mínimo, se a interpretação correta for realmente a do Alexandre, o BC deveria, no mínimo, mudar a redação do seu relatório, como vc mesmo admitiu. Aliás, se o objetivo do Governo foi “tornar mais transparente” a contabilidade da dívida ao mudar a metodologia em 2006, posso sim afirmar, como cidadão, que o objetivo não foi alcançado. Prova é que estamos aqui discutindo o assunto.

      Quanto a minha atual visão sobre este assunto que vc ironizou, vc poderia ter citado meu post seguinte onde faço uma outra consideração sobre a analogia dos irmãos, cuja conclusão vai na direção contrária.

      Ao contrário de vc (que parece ser um dos discípulos de PHA, o pai do “PIG”), para mim não é nenhum constrangimento reconhecer um erro ou mudar minha opinião sobre um assunto. O que não é o caso, pois, diante do exposto acima, deixo aqui bem claro que neste momento, até que me convençam do contrário, concordo com a primeira versão do BC, na qual eram contabilizados os títulos em poder do BC como também as dívidas das estatais. Se era um erro, por que será que todo este pessoal “sério e competente formado em ciências contábeis” do BC teria sustentando tal erro na contabilidade da dívida até 2005? E cadê o “PIG” que não tocou neste assunto?

      Ah, sobre a multiplicação da dívida na era FHC, não perca o post do próximo sábado. Vc vai ver que 85% do endividamento da era FHC foi decorrente de problemas herdados do passado que vieram à tona com a queda da inflação, como, por exemplo, o repasse de dívidas dos estados e municípios para a união, problemas com bancos públicos que perderam os ganhos fáceis nos tempos de hiperinflação e com o sistema de financiamento habitacionais da Caixa que criava distorções incríveis para os mutuários que quanto mais pagavam, mais deviam. Mas e Lula? Como justificar o aumento da dívida em uma época de dólar em baixa e abundante, sem crises, gozando da valorização das commodities em mais de 100%?

      O fato dos tucanos não caírem em cima desta manobra do Governo só mostra a incompetência destes quanto oposição. Quanto a imprensa, não me surpreendo mais com o silêncio, pois na véspera do 7 de setembro Lula afirmou com todas as letras em um pronunciamento oficial que pagou a dívida externa e até hoje não encontrei um único colunista que contestasse tal mentira. Para quem não sabe, o último relatório do BC (de agosto) diz que a dívida externa bruta é de US$ 277 bilhões. (veja o post seguinte desta série)

      Enfim, deixo um conselho para vc e para todos os demais seguidores do PHA: continuem com o seu ídolo Lula, mas não fechem os olhos para outras opiniões. Já tentei argumentar lá, mas meus comentários são sempre censurados. Por que será?

      Aqui, apesar da divergência de opiniões, vc será sempre bem vindo. Pelo menos aqui seus comentários não passam por “pré-avaliações” ideológicas.

  21. Qualquer um
    outubro 26, 2009 às 7:57 am

    Vc é mesmo um tucanalha enrustido. Desce do muro palhaço. Fica aí criando teorias para defender o seu chefe!

    • outubro 26, 2009 às 8:12 am

      “Qualquer um”, normalmente ignoro comentários como o seu (se é que se pode chamar isto de comentário). Mas, como verifiquei nos relatórios da audiência do site que veio um grande número de internautas através de um link que foi postado no blog do ex-jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA), vou responder a vc e a todos que, como vc, faltam argumento e sobram bravatas, assim como seu ídolo Lula.

      Se vc passou pelo link “Quem sou”, poderia ter visto que já fui tanto petista, quanto tucano. Hoje não coloco mais a mão no fogo por ninguém. Procuro ter uma visão crítica sem paixões, sempre tentando ver os dois lados e sem medo de voltar atrás quando a verdade realmente se impõe. Já passei há muito tempo dessa fase de esconder isso e aquilo e aumentar isso e aquilo para promover esse ou aquele. Se hoje minhas críticas se dirigem mais ao PT é porque este é o partido que está no poder e que deve ser julgado. O PSDB errou e já foi julgado em duas eleições. Pagou pelos seus erros. Se vencer a próxima, pode ter certeza que estarei aqui fazendo críticas da mesma forma que faço hoje com o governo do PT, pois conheço também as mazelas do PSDB.

      Agora, se vc me pergunta hoje em quem eu votaria se tivéssemos um candidato do PT e do PSDB, pode ter certeza que votaria no candidato do PSDB, qualquer que fosse o candidato. Digo isso, porque acho que o PT deve ser castigado nas urnas assim com foi o PSDB. Isso é bom para a democracia e é assim que deve ser. Seria bom inclusive para o PT fazer uma autoavaliação e evoluir como partido, da mesma forma que seria uma chance para o PSDB não repetir os erros do passado. Infelizmente tenho minhas dúvidas que isso venha a acontecer, pois Lula, ao contrário de FHC, deixou de vez a posição de presidente e se tornou mais um politiqueiro que vive passeando de comício em comício, apesar de ser proibido pela legislação e pelo senso ético. Como a desinformação impera neste país e o presidente sabe se aproveitar disso, acho muito difícil o Serra segurar a Dilma, infelizmente.

    • foralula
      outubro 28, 2009 às 7:05 pm

      esse aí pelo jeito é um petralha assumido.
      de gente que defende crimes, só se pode esperar isso.
      é uma verdadeira gangue, uma doença parasitária que atrasa o Brasil.

  22. novembro 15, 2009 às 5:31 pm

    eu gostaria de saber si onde eu emcontro um docomento que afirma que a divida externa foi paga. porque eu tenho um amigo que teima que não foi pága.eu gostaria que auguem tirasse esta duvida

    • novembro 16, 2009 às 8:33 am

      Não existe este documento, Francisco. Existem sim títulos com prazos de quitação até 2041! O seu amigo é mais um que caiu na propaganda oficial do Governo.

  23. outubro 14, 2010 às 6:01 pm

    Amilton,

    Cheguei ao seu site por indicação de um amigo. Sou economista, de centro-esquerda. Sou liberal. Se observar (meu blog) defendo o governo Lula.

    Dito isso, não discuto com a realidade dos fatos. Por isso achei seu trabalho interessante. Acredito que blogueiro dedicados tem que pesquisar isso pq se depender da nossa imprensa…

    MAS não posso concordar com a citação da resposta do Schawrstman só nos comentários.

    Acho que em nome da investigação que vc fez, ela deveria ter destaque, tal qual os artigos que vc produziu. Senão seus leitores (se não lerem os comentários) não estarão bem informados, e nós, no final das contas, não ajudamos em nada no desenvolvimento do Brasil.

    Pra ser sincero, divida publica foi tema do meu primeiro artigo na faculdade, nao me aprofundei pq resolvi estudar a inovação.

    Agora é fato, uma das obrigações dos cidadãos, seja de que pais for, é fiscalizar o nível de endividamento do governo (seja de que partido for). Isso é a herança que deixamos para nossos filhos e netos (um país endividado não tem futuro). O todo-poderoso tem um problema serio, os netos dos americanos, dependendo de como isso for gerido, podem encontrar um país pobre.

    Assim, acho que o merito do seu trabalho é questionar a elevação da divida bruta, algo que o governo atual, justifica afirmando que é não é um problema e que só ocorreu devido a necessidade de enfrentar a crise de 2009. O erro que vc cometeu na parte contábil, não invalida isso.

    Avise seus leitores, e sigamos em frente. Vamos discutir se o argumento do governo é válido. Se devemos, então aceitar na proxima crise, uma nova elevação. Se devemos aceitar a elevação da dívida por causa do uso promiscuo do “swap cambial”.

    Acho que esse é o debate.

    Abçs,

    • outubro 14, 2010 às 11:51 pm

      Olá Fernando,

      É sempre bom ter economistas por aqui, até mesmo para me corrigir nos meus equívocos, pois não sou economista. Tento apenas passar o economês para o maior número de pessoas possível, pois acho que se nossa população entendesse mais sobre as variáveis macroeconômicas teríamos hoje um debate no mínimo mais sereno.

      Também não luto contra fatos. Se hoje tenho um viés pró-PSDB é porque acho imprescindível para nossa jovem democracia a alternância do poder, principalmente depois de tantos erros cometidos por Lula.

      Meu foco no problema da dívida é porque vejo com uma grande frustração a grande oportunidade que perdemos de reduzir substancialmente a dívida neste ótimo cenário que Lula teve a sorte de pegar. Como vc bem disse, um país que relega o problema da dívida, como relegou os EUA, compromete o futuro.

      Sobre o comentário de Schawrstman não o publiquei no texto principal porque ainda não me convenci com o seu argumento, até porque neste debate cito um outro economista de peso que pensa diferente. Ou seja, contabiliza também os títulos em poder do BC. Aliás, esta técnica contábil de um “crédito anular um débito” através de repasse de títulos entre entes do próprio governo está cada dia mais comum no Governo Lula, principalmente via BNDES.

      Apesar disso, concordo com sua sugestão de incluir os argumentos de Schawrstman no texto principal.

      Abraço e obrigado pela participação. Quando tiver um tempinho, vou fazer também uma visita mais demorada ao seu blog.

  24. Priscila
    outubro 27, 2010 às 12:16 pm

    Adoreii o blog e as pesquisas… acho simplesmente ridiculo esse tipo de pessoa que vem aqui pra criticar… Ninguem consegue perceber que o governo Lula é considerado bom e na maioria das vezes melhor que o do FHC porque ele simplesmente pegou tudo de bandeija… Tudo que o Fernando Henrique fez ele só aproveitou e tentou aprimorar, agora as dificuldades de estabilizar a economia entre outras coisas o Lula não enfrentou nada! Além disso, tudo que pregava para poder se eleger quando chegou no poder não colocou nada em pratica, agiu simplesmente como todos que ele criticava agiram! Queria ver se o Lula colocasse em pratica tudo que ele falava, nosso país estaria que nem Cuba… Todo mundo vivendo em situações de totalitarismo! Continue postando as realidade da política, pois ainda exite gente sensata que consegue enxergar as coisas além da realidade que o governo Lula tenta colocar!!! Parabéns

  1. outubro 10, 2009 às 5:50 pm
  2. outubro 11, 2009 às 12:30 am
  3. outubro 17, 2009 às 8:21 am
  4. outubro 24, 2009 às 10:27 am
  5. novembro 1, 2009 às 9:03 pm
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